Estratosfera

Segunda camada da atmosfera, na qual se encontra a maior parte do ozônio, importante para nos proteger dos raios solares ultravioleta

A Estratosfera é uma camada da atmosfera que atinge até 50 km de altura, a partir da troposfera.

É nesta camada que o vapor d’água e a umidade são quase inexistentes. Por causa da absorção dos raios ultravioletas pelo ozônio, a temperatura aumenta com a altitude, atingindo 2ºC nas partes mais elevadas.

Imagem: Reprodução

Assim, o ar é cerca de mil vezes mais rarefeito na parte superior da estratosfera do que ao nível do mar. Devido a isso, aviões a jato e balões meteorológicos atingem suas altitudes operacionais máximas dentro da estratosfera.

Grandes erupções vulcânicas e grandes meteoritos podem arremessar partículas de aerossóis para a estratosfera, onde eles podem se prolongar por meses ou anos, às vezes alterando o clima global da Terra.

Também os lançamentos de foguetes injetam gases de escape para a estratosfera, produzindo consequências incertas. Vários tipos de ondas e marés na atmosfera influenciam a estratosfera.

Algumas dessas ondas e marés transportar energia da troposfera para cima na estratosfera, outros transmitem energia da estratosfera acima na mesosfera .

As ondas e marés influenciar os fluxos de ar na estratosfera e também pode causar aquecimento regional desta camada da atmosfera.Nessa camada, de encontra o ozônio, o gás responsável por filtrar os raios ultravioletas emitidos pelo Sol, impedindo que cheguem à superfície da Terra com grande intensidade, pois poderiam afetar perigosamente a saúde dos seres humanos.

A camada de ozônio

O ozônio é encontrado em duas regiões da atmosfera: cerca 10% do ozônio atmosférico encontra-se na troposfera, região mais próxima da superfície da terra (entre 10 e 16 quilômetros) e os restantes 90% encontram-se na estratosfera, a uma distância entre 10 e 50 quilômetros. A maior concentração de ozônio na estratosfera é chamada de “camada de ozônio”.

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Por que se preocupar com a camada de ozônio?

A camada de ozônio (ozônio estratosférico) absorve parte da radiação ultravioleta do sol nociva à vida. Por causa dessa função, o ozônio estratosférico é considerado “ozônio bom”. Por outro lado, o ozônio na troposfera, que é formado pelos poluentes, é considerado “mau ozônio”, pois causa problemas respiratórios, destrói plantas e tecidos.

Como ocorre a destruição da camada de ozônio?

A etapa inicial do processo de destruição do ozônio estratosférico pelas atividades humanas se dá por meio da emissão de gases contendo cloro e bromo. Por não serem reativos e por não serem rapidamente removidos pela chuva, nem pela neve, esses gases, em sua maioria ficam acumulados na baixa atmosfera.

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Quando sobem para a estratosfera sofrem ação da radiação ultravioleta – radiação UV liberando radicais livres que reagem com a molécula de ozônio, formando uma molécula de oxigênio, O2 e uma molécula de óxido de cloro, ClO, provocando a destruição do O3 .

O óxido de cloro tem vida curta e rapidamente reage com um átomo do oxigênio livre , liberando o radical livre que volta a destruir outra molécula de O3 . Um único radical livre de cloro é capaz de destruir 100 mil moléculas de ozônio, o que provoca a diminuição da camada de ozônio e prejudica a filtração da radiação UV.

Qual a dimensão da destruição da camada de ozônio?

A camada de ozônio vem sendo destruída gradualmente e atualmente sua concentração está 3% mais baixa em torno do planeta. O buraco na camada de ozônio se forma principalmente na Antártica, anualmente, no final do inverno e primavera no hemisfério sul.

Neste período, uma área de aproximadamente 31 milhões de quilômetros, maior que toda a América do Sul, ou 15% da superfície do planeta, recebe uma maior incidência de radiação UV-B.

A destruição da camada de ozônio aumenta a quantidade de radiação UV que chega à superfície do planeta?

Sim, a radiação UV na superfície aumenta à medida que o ozônio total diminui, porque o ozônio absorve a radiação UV do sol.

Medições por instrumentos de superfície e estimativas feitas com dados de satélite têm confirmado que a radiação UV de superfície tem aumentado nas regiões nas quais se tem observado a diminuição da camada de ozônio.

Como as radiações UV agem nos seres vivos?

As radiações UV alteram o DNA, código genético, causando mutações nos seres vivos.

Cada organismo tem sistemas para corrigir o defeito, mas quando o organismo não consegue consertar o defeito e a célula não morre, pode ser o início de um câncer.

Nos seres humanos, a exposição à radiação UV está associada ao risco de dano à visão, envelhecimento precoce, à supressão do sistema imunológico e ao desenvolvimento do câncer de pele.

Em médio e longo prazo, embora muitos sejam os riscos de efeitos danosos à saúde, a maior evidência vem sendo registrada com o câncer da pele, cuja incidência vem aumentando consideravelmente, tanto nos países europeus quanto nos países tropicais.

A Agência Internacional de Pesquisa em Câncer estima que pelo menos 80% dos melanomas sejam causados pela exposição excessiva ao sol.

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Entretanto, se tratado de forma adequada e oportuna, apresenta altas taxas de cura completa. Outra consequência da exposição excessiva à radiação ultravioleta está relacionada à baixa da imunidade, que é um fator chave no desenvolvimento do câncer.

Essa situação pode permitir a reativação viral reduzindo os efeitos das vacinas. Os animais também sofrem as consequências com o aumento da radiação.

Os raios ultravioleta prejudicam estágios iniciais do desenvolvimento de peixes, camarões, caranguejos e outras formas de vida aquáticas e reduz a produtividade do fitoplâncton, base da cadeia alimentar aquática, provocando desequilíbrios ambientais.

Que cuidados devemos tomar?

O clima tropical, a grande quantidade de praias, a ideia de beleza associada ao bronzeamento, principalmente entre os jovens, os trabalhos rurais e aqueles ao ar livre, favorecem a exposição excessiva à radiação solar. Grandes altitudes requerem cuidados extras.

A cada 300 metros de altitude, aproximadamente, aumenta em 4% a intensidade da vermelhidão produzida na pele pela luz ultravioleta. A neve, a areia branca e as superfícies claras são refletoras dos raios solares.

Portanto, nessas condições, os cuidados devem ser redobrados. Como a incidência da radiação UV está cada vez mais agressiva na Terra, as pessoas de todos os fototipos devem estar atentas e se protegerem quando expostas ao sol: Protetores solares, óculos de sol, etc.

O que é o Protocolo de Montreal?

É um tratado internacional no qual os países signatários se comprometeram a adotar ações que reduzissem a emissão de substâncias que destroem a camada de ozônio–SDOs.

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As ações de eliminação dessas substâncias concentraram-se, ao longo dos últimos 20 anos, na eliminação da produção e do consumo destas, dentre as quais os clorofluorcarbonos–CFCs, que deixaram de ser produzidos no Brasil desde 1999, e não são produzidas no mundo a partir de 1° de janeiro de 2010, exceto em alguns países.

Se os países no mundo continuarem a seguir as provisões do Protocolo de Montreal, o decréscimo irá continuar pelo século 21. Estima-se que em meados do presente século a emissão dos SDOs atingirá os valores encontrados antes do “buraco do ozônio” ter-se formado no início da década de 80.

Há a previsão de que a recuperação da camada de ozônio ocorra em meados do século 21, admitindo o total cumprimento do Protocolo de Montreal. A emissão dos gases contendo cloro e bromo que causam destruição do ozônio diminuirá durante as próximas décadas sob as determinações do Protocolo de Montreal. Mas ainda há muito o que ser feito.

Referências

UNEP – FR

Equipe Rideel – Manual Compacto de Geografia Geral

Luana Bernardes
Por Luana Bernardes

Graduada em História pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e pós-graduada em Psicopedagogia Institucional e Clínica pela mesma Universidade.

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01. [UFPB 2008]:

“Nunca os seres humanos agrediram tanto o meio ambiente como na atualidade. Isso resulta em problemas que tendem a comprometer a sobrevivência não só da humanidade, mas de todos os seres vivos.” (GARAVELLO e GARCIA, 2005, p.113).

Em relação aos problemas ambientais atmosféricos, é correto afirmar:

a) As ocorrências de chuvas intensas em algumas áreas, com enchentes e deslizamentos, e, em outras áreas, de secas acentuadas e prolongadas estão entre as mudanças decorrentes do El Niño.

b) A camada do maior exemplo de problemas ambientais, proveniente da destruição das florestas tropicais, é a mudança climática nas áreas devastadas, contribuindo para o aumento da umidade relativa do ar e ozônio caracteriza-se como um escudo protetor artificial da Terra contra o excesso de radiações solares.

c) O óxido nitroso, emitido pelo uso de fertilizantes, biomassa e combustíveis fósseis, é a principal fonte de emissão do efeito estufa.

d) O maior exemplo de problemas ambientais, proveniente da destruição das florestas tropicais, é a mudança climática nas áreas devastadas, contribuindo para o aumento da umidade relativa do ar.

e) A intensificação do efeito estufa, provocado pela vida moderna, é extremamente preocupante, pois causa, nas grandes cidades, o aumento da temperatura e a redução nas imensas áreas rurais cultiváveis.

 

02. [UNIFEI]: A maior parte dos fenômenos meteorológicos, como as chuvas, os ventos e os deslocamentos de massas de ar, ocorre na:

a) Estratosfera

b) Troposfera

c) Mesosfera

d) Termosfera

e) Exosfera

 

01. [UFPB]

Resposta: A

Tanto o fenômeno El niño quanto La niña, são consequência diretas das mudanças climáticas ocorridas por mudanças na composição atmosférica, adiantada pelo modo de vida dos seres humanos.

02. [UNIFEI]

Resposta: B

A maior parte dos fenômenos meteorológicos ocorrem na troposfera.

 

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