Eclipses

Um eclipse ocorre quando há o escurecimento total ou parcial de um astro feito por meio da interposição de um segundo astro frente à fonte de luz.

Os eclipses podem ser de dois tipos: solares ou lunares. A palavra “eclipse” procede do grego e significa “desaparecimento”.

Eclipse é o escurecimento total ou parcial de um astro feito por meio da interposição de um segundo astro frente à fonte de luz.

Tanto o eclipse lunar quanto o solar dependem de um alinhamento das órbitas da Terra, ao redor do Sol, e da Lua, ao redor da Terra; caso contrário, os fenômenos não ocorrerão.

Eclipses solares

Os eclipses solares ocorrem quando há o alinhamento Sol-Lua-Terra, somente na fase da Lua Nova.

Durante o eclipse solar, a Lua lança um cone de sombra sobre a Terra, essa região de sombra também é conhecida como “Umbra”.

Devido aos movimentos relativos da Terra e da Lua, durante o eclipse solar, o cone de sombra “corre” sobre a superfície terrestre.

eclipses
Imagem: Reprodução

O diâmetro da umbra sobre a superfície terrestre é de, no máximo, 270 km. A velocidade da umbra é de cerca de 34 km/min para leste. Consequentemente, a duração máxima de um eclipse solar é de aproximadamente 7 minutos.

Tipos de eclipse solar

Eclipse Solar Total

O Eclipse Solar Total é visto por um observador localizado dentro da umbra. Onde a Lua oculta totalmente o disco solar.

Imagem: Reprodução

A ocultação da fotosfera pela Lua nos permite ver uma camada do Sol denominada Corona ou Coroa Solar.
Normalmente, essa camada é ofuscada pelo brilho da fotosfera. A temperatura na Corona é de 1 a 2 milhões ºC e o gás se encontra altamente ionizado.

Eclipse Solar Parcial

Um eclipse solar é visto como parcial quando o observador encontra-se dentro da penumbra, porém, fora da região da umbra. Uma parte do disco solar pode ser vista pelo observador.

Imagem: Reprodução

Quanto mais distante do centro da sombra, menor será a “intensidade” do eclipse.

Eclipse Solar Anular

O Eclipse Solar Anular ocorre quando a Lua se encontra próxima ao seu apogeu. Como está mais distante da Terra seu diâmetro aparente é menor.

Imagem: Reprodução

Sendo o diâmetro aparente da Lua menor que o do Sol (cerca de ½ grau), ela não encobre totalmente o disco solar.

No Eclipse Anular, o Sol é visto como um anel de luz brilhando em torno do disco lunar.

Perigos durante a observação de um eclipse solar

Durante um eclipse solar, o brilho total do Sol é menor. No entanto, a quantidade de energia radiativa incidente por unidade de área (W/m2) da retina é a mesma.

Para compensar o menor brilho (total) do Sol, a pupila se dilata. Cada célula da retina, onde se forma a imagem do Sol, recebe a mesma quantidade de energia do Sol que receberia em condições normais. Desse modo, a pessoa não percebe o dano, pois a retina não é sensível a dor, e o dano só é constatado minutos ou até mesmo horas depois do ocorrido.

Como observar um eclipse

O Sol só pode ser observado a olho nu durante os breves minutos de totalidade. Durante o restante do eclipse ele nunca deve ser observado diretamente, sem proteção.

Existem à venda óculos especiais para se observar eclipses. Também pode ­se utilizar “óculos de soldador”, que possuem proteção para raios-­UV. Os óculos de Sol normais não servem como proteção sob quaisquer circunstâncias.

É ainda mais seguro (e melhor) observar a imagem projetada do Sol sobre um anteparo. Neste caso são necessários binóculos ou um telescópio. A imagem do Sol é desviada 90º e pode ser projetada sobre qualquer superfície.

Na falta de um instrumento óptico, pode­-se improvisar o dispositivo abaixo:

Imagem: Reprodução

O mesmo efeito pode ser obtido utilizando-se um pequeno orifício (cerca de 1 – 2 milímetros de diâmetro) feito em cartolina.

Eclipses Lunares

Os eclipses lunares ocorrem quando há o alinhamento Sol-Terra-Lua.

Durante um eclipse lunar, a Terra lança um cone de sombra no espaço. A Lua, ao percorrer sua órbita, penetra nesse cone de sombra.

Imagem: Reprodução

Eclipse Lunar Total

Quando o eclipse lunar está próximo da totalidade, a Lua é tingida de uma coloração avermelhada. Durante um eclipse lunar total, a Lua não desaparece totalmente.

Imagem: Reprodução

Partículas de poeira na alta atmosfera terrestre espalham mais a luz violeta, azul e verde. A Lua é mais iluminada então pela luz vermelha, menos espalhada.

Eclipse Lunar Parcial

A Lua penetra apenas parcialmente na região da umbra (ou sombra). Uma fração do disco lunar permanece na penumbra, sendo parcialmente iluminada pelo Sol.

Imagem: Reprodução

Eclipse Lunar Penumbral

A Lua penetra apenas na região da penumbra, permanecendo iluminada pelo Sol. Os eclipses penumbrais são de difícil percepção pois a diminuição de brilho não é muito grande.

Imagem: Reprodução

Como observar um eclipse lunar

Diferentemente dos eclipses solares, a observação dos eclipses lunares não representa perigo à visão.
O eclipse é melhor visto a olho nu ou através de binóculos.

A duração total de um eclipse lunar pode ser de várias horas, mas o máximo de intensidade coincide com o instante de Lua Cheia.

Por que não ocorrem eclipses a cada lunação?

Eclipses solares e lunares ocorrem somente nas fases Nova e Cheia, respectivamente.

As lunações ocorrem a cada 29 ½ dias e a cada ano, ocorrem dois eclipses solares e dois eclipses lunares, em média.

O plano da órbita terrestre em torno do Sol é inclinado cerca de 5º com relação ao plano orbital lunar.

Os eclipses (tanto solares quanto lunares) ocorrem somente quando a Lua cruza o plano da eclíptica próximo ao instante de Lua Nova.

Na ocasião do eclipse, Sol, Terra e Lua estão localizados no mesmo plano:

Imagem: Reprodução

Referências

EACH/USP  – Roberto Ortiz

Luana Bernardes
Prof. Luana Bernardes

Graduada em História pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e pós-graduada em Psicopedagogia Institucional e Clínica pela mesma Universidade.

Teste seu conhecimento

01. [UNIRG]: O esquema a seguir representa um eclipse solar, no qual a Lua, ao passar entre a Terra e o Sol, produz regiões de umbra (cone de sombra), penumbra e antumbra. Na região da umbra, o eclipse é total (A), na região de penumbra, o eclipse é parcial (C) e na antumbra é anular (B).

 

Essas regiões acontecem porque os raios que partem do Sol

a) são independentes.

b) interferem-se ao passar pela Lua.

c) são reversíveis.

d) propagam-se retilineamente.

 

02. [UFF]: Para determinar a que altura H uma fonte de luz pontual está do chão, plano e horizontal, foi realizada a seguinte experiência. Colocou-se um lápis de 0,10 m, perpendicularmente sobre o chão, em duas posições distintas: primeiro em P e depois em Q. A posição P está, exatamente, na vertical que passa pela fonte e, nesta posição, não há formação de sombra do lápis, conforme ilustra esquematicamente a figura.

 

 

Na posição Q, a sombra do lápis tem comprimento 49 (quarenta e nove) vezes menor que a distância entre P e Q. A altura H é, aproximadamente, igual a:

a) 0,49 m

b) 1,0 m

c) 1,5 m

d) 3,0 m

e) 5,0 m

01. [UNIRG]

Resposta: D

A sombra, a penumbra, a umbra e a antumbra são fenômenos que só ocorrem por causa do princípio da propagação retilínea da luz.

 

02. [UFF]

Resposta: E

Ao incidir luz sobre o lápis na posição Q, pode-se perceber a formação de um triângulo retângulo com a sombra que vai de Q até R.

Se a distância QR vale x, a distância PQ é quarenta e nove vezes maior, portanto, vale 49x. Aplicando a ideia de semelhança de triângulos, teremos:

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