Sedentarismo

O sedentarismo é caracterizado pela falta ou redução de atividades físicas com sérias consequências para a nossa saúde.

Podemos definir o sedentarismo como a falta, diminuição ou ausência de atividades físicas, sendo caracterizado pela gasto calórico reduzido.

O sedentarismo é intensificado pelos hábitos da vida moderna, bem como passar utilizar carros, escadas rolantes e elevadores e a rotina que envolve alta produtividade porém, pouco gasto calórico, como o trabalho em escritórios, por exemplo.

Desde os tempos da Revolução Industrial, com a tecnologia avançando, observou-se a transformação notável de uma sociedade acostumada aos trabalhos pesados, com uma estrutura basicamente rural e fisicamente ativa, numa população de cidadãos urbanos ansiosos e estressados, com nenhuma ou poucas oportunidades para o envolvimento em atividades físicas.

sedentarismo
Imagem: Reprodução

As doenças crônicas degenerativas ou doenças não transmissíveis, como a hipertensão, a obesidade, o diabetes, o câncer e as doenças cardiovasculares, tem sido fortemente associadas ao estilo de vida sedentário que inclui a alimentação inadequada, stress elevado e inatividade física.

Consequências do sedentarismo

A vida sedentária provoca atrofia progressiva e perda de desempenho do organismo inteiro. A coluna vertebral é a primeira a mostrar consequências da vida sedentária.

A musculatura do tronco torna-se ineficaz de desempenhar sua função, levando a maus hábitos de postura e até deformações da coluna vertebral.

Surgem também, defeitos no tórax, no sistema respiratório e no quadril. Com a atrofia muscular surge a fraqueza na musculatura dos pés, pernas e coxas, consequentemente.

O coração de um sedentário, devido à falta de atividade, tem um desempenho reduzido. Pois, seu coração trabalha em um regime de pouca economia, em alta freqüência e utilizando grandes quantidades de oxigênio, assim, as reservas coronárias são constantemente reduzidas, ficando o coração mais próximo de uma insuficiência coronária.

Além disso, segundo a OMS, o sedentarismo é responsável por 21% dos tumores malignos de mama e cólon, assim como por 27% dos registros de diabetes.

Ainda segundo a OMS, a ausência de uma disciplina de atividades físicas como causa mortis só perde para as doenças relacionadas ao aumento da pressão arterial, ao fumo e à glicemia elevada

Prevenção do sedentarismo

Especialistas indicam que o ideal para quem não faz atividades físicas é começar de forma gradual e frequente.

Entretanto, medidas mais simples também podem ser tomadas nesse sentido como trocar o elevador pela escada, permanecer menos tempo em frente à televisão, passear com o animal de estimação ou estacionar o carro mais longe do que de costume, por exemplo.

Todas essas atitudes são válidas para uma vida mais saudável longe dos males do sedentarismo.

Referências

Stress e sedentarismo: causas, conseqüências e a importância da recreação e atividade física na manutenção do equilíbrio físico e psíquico do indivíduo – Pedro Luiz de O. Costa Bisneto
Causas e conseqüências de um estilo de vida sedentário e possibilidades de transformar a o conhecimento de hábitos saudáveis em ações práticas e concretas – Yuri Alexander dos Santos Rôas, Eliane Josefa Barbosa dos Reis

Luana Bernardes
Prof. Luana Bernardes

Graduada em História pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e pós-graduada em Psicopedagogia Institucional e Clínica pela mesma Universidade.

Exercícios resolvidos

1. [ENEM]

Adolescentes: mais altos, gordos e preguiçosos

A oferta de produtos industrializados e a falta de tempo têm sua parcela de responsabilidade no aumento da silhueta dos jovens. “Os nossos hábitos alimentares, de modo geral, mudaram muito”, observa Vivian Ellinger, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), no Rio de Janeiro. Pesquisas mostram que, aqui no Brasil, estamos exagerando no sal e no açúcar, além de tomar pouco leite e comer menos frutas e feijão.

Outro pecado, velho conhecido de quem exibe excesso de gordura por causa da gula, surge como marca da nova geração: a preguiça, “Cem por cento das meninas que participam do Programa não praticavam nenhum esporte”, revela a psicóloga Cristina Freire, que monitora o desenvolvimento emocional das voluntárias.

Você provavelmente já sabe quais são as consequências de uma rotina sedentária e cheia de gordura. “E não é novidade que os obesos têm uma sobrevida menor”, acredita Claudia Cozer, endocrinologista da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica. Mas, se há cinco anos os estudos projetavam um futuro sombrio para os jovens, no cenário atual as doenças que viriam na velhice já são parte da rotina deles. “Os adolescentes já estão sofrendo com hipertensão e diabete”, exemplifica Claudia.

DESGUALDO, P. Revista Saúde. Disponível em: http://saude.abril.com.br. Acesso em 28 jul. 2012 (adaptado).

Sobre a relação entre os hábitos da população adolescente e as suas condições de saúde, as informações apresentadas no texto indicam que

a) a falta de atividade física somada a uma alimentação nutricionalmente desequilibrada constitui um fator relacionado com o aparecimento de doenças crônicas entre os adolescentes.

b) a diminuição do consumo de alimentos que são fontes de carboidratos combinada com um maior consumo de alimentos ricos em proteínas contribuiu para o aumento da obesidade entre os adolescentes.

c) a maior participação dos alimentos industrializados e gordurosos na dieta da população adolescente tem tornado escasso o consumo de sais e açúcares, o que prejudica o equilíbrio metabólico.

d) a ocorrência de casos de hipertensão e diabetes entre os adolescentes advém das condições de alimentação. Na população adulta, os fatores hereditários são preponderantes.

e) a prática regular de atividade física é um importante fator de controle da diabetes entre a população adolescente por provocar um constante aumento da pressão arterial sistólica.

Resposta: A
O texto mostra a mudança da alimentação dos jovens e o aumento crescente do sedentarismo nos dias atuais, causas apontadas como fatores desencadeadores da obesidade.

2. [ENEM]

A obesidade é um problema de saúde grave que atinge várias pessoas ao redor do planeta. Marque a alternativa que apresenta o único fator que não é considerado desencadeador da obesidade.

a) Problemas genéticos.

b) Hábitos alimentares inadequados.

c) Hipertensão arterial.

d) Problemas hormonais.

e) Falta de atividades físicas regulares.

Resposta: C
A obesidade é um fator de risco para o desenvolvimento de hipertensão arterial. Sendo assim, a hipertensão pode ser considerada como uma consequência, e não uma causa da obesidade.

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